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Página do Codex Vaticanus contendo II Tessalonicenses 3.11–18 e Hebreus 1.1–2.2.

O Codex Vaticanus, também conhecido como Manuscrito 'B', pertence ao século IV. Foi considerado por Westcott e Hort como o melhor manuscrito grego do Novo Testamento. É um dos manuscritos mais antigos da Bíblia, sendo inclusive ligeiramente mais antigo que o Codex Sinaiticus. Ele é um dos manuscritos unciais, isto é, escritos em letras gregas maiúsculas.

Conteúdo[]

O Manuscrito Vaticanus originalmente contém uma cópia completa da Septuaginta, com exceção de 1-4 Macabeus; Oração de Manassés.

A ordem dos livros do Antigo Testamento é como segue: de Gênesis a 2 Crônicas está na ordem normal, depois aparecem 1 e 2 Esdras, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares, , Sabedoria, Eclesiástico, Ester, Judite, Tobias, os profetas menores de Oséias a Malaquias, e os profetas maiores Isaías, Jeremias, Baruc, Lamentações, Jeremias, Ezequiel e Daniel.

O Novo Testamento do Codex Vaticanus contém os Evangelhos, Atos dos Apóstolos, as Epístolas Gerais, as Epístolas de Paulo e Hebreus (até Heb 9:14, καθα [ριει); assim falta 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemon e o Apocalipse. Estas páginas faltantes foram substituídas por um manuscrito cursivo do 15o século (No. 1957).

O grego é escrito sem espaços entre as palavras, continuamente, e as letras originais foram reescritas mais tarde por um escriba do 11o século. A pontuação é rara (os acentos foram adicionados por um escriba num período mais tardio).

O manuscrito contém misteriosos pontos duplos (também chamados de “umlauts”) nas margens do Novo Testamento, que parecem marcar lugares onde havia incerteza textual. Há 795 destes pontos duplos no texto e aproximadamente outros 40 que são incertos. A data destas marcações é disputada entre os especialistas.

Proveniência[]

O manuscrito foi abrigado na biblioteca do Vaticano (fundada pelo Papa Nicolau V em 1448). Ele aparece em uma lista antiga, um catálogo anterior a 1475 e no catálogo 1481. Seu lugar de origem é incerto, com Roma, Itália e Cesaréia como lugares prováveis. Houve um especulação de que ele esteve na posse do cardeal Bessarion, porque o manuscrito cursivo que o complementa tem um texto similar a um dos manuscritos deste cardeal. T.C. Skeat, um paleógrafo do museu britânico, defende a tese de que o Codex Vaticanus era uma das 50 Bíblias que o Imperador Constantino requisitou para que Eusébio de Cesaréia produzisse. A similaridade do texto com os papiros da versão Copta (incluindo a formação de algumas letras), paralelas com as do cânon de Atanásio (de 367) sugere uma origem egípcia ou alexandrina.

Importância[]

O Codex Vaticanus é um dos manuscritos os mais importantes para o criticismo Textual e é um membro principal do texto-tipo Alexandrino. Era constantemente usado por Westcott e por Hort em sua edição do Novo Testamento grego (1881).

Referências[]

Codex Vaticanus, B, Tesouro 2 da Biblioteca Apostolica Vaticana via The European Library

Ligações externas[]

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