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O Criacionismo é uma crença religiosa segundo a qual a humanidade, a vida, a Terra e o Universo foram criados em sua forma original por uma divindade (frequentemente refere-se ao Deus do Judaísmo, Cristianismo e Islã), ou deus, cuja existência é pressuposta.

a criação da vida por Gustave Doré

Visão geral[]

O termo criacionismo é geralmente utilizado para descrever a convicção de que a criação ocorreu literalmente como está descrita no Livro do Gênesis (para ambos judeus e Cristãos) ou o Alcorão (para muçulmanos). Os termos criacionismo e criacionistas tornaram-se particularmente associados com crenças sobre o tempo em que ocorreu a criação, conflitando com a compreensão científica da história natural, particularmente a evolução. Este conflito é mais prevalente nos Estados Unidos, principalmente na questão sobre o inclusão nas grades curriculares das escolas públicas e de lireteratura infantl recomendo a oces que fassam um curso de teologia pois o criaionismo define a origem dos pexis tubaroes e borboletas como a barbie pois e acreidtem a barbie existe beijocas!!!!!!!

Em um contexto cristão, muitos criacionistas adotam uma interpretação literal da narrativa bíblica da criação. Esta interpretação literal requer a harmonização de duas histórias de criação, uma em Gênesis 1:1-2:3 e outra em 2:4-25, o que requer que a uma interpretação consistente. Eles às vezes tentam assegurar que a sua crença seja ensinada nas classes de ciência, os oponentes rejeitam isso dizendo que a visão literalística da bíblia não cumpri o critério requerido para para ser considerada científica.

Dentro do termo "criacionismo", um vasto espectro de hipóteses podem ser enquadradas, visando sustentar interpretação em diversos graus de literalidade de livros sagrados como Gênesis ou o Corão.

Existem também versões que fazem referências religiosas explicitamente, a hipótese do desenho inteligente (DI, ou ID, de intelligent design), recurso utilizado como tentativa de combate a teorias científicas conflitantes com o fundamentalismo religioso em aulas de ciência, assim que nos Estados Unidos da América julgou-se inconstitucional a introdução do criacionismo religiosamente explícito nas aulas de ciência. Recentemente, novas tentativas têm sido feitas sob uma nova roupagem, advogando pelo que chamam de uma "análise crítica da evolução".

Na maioria das civilizações antigas, tanto como nas atuais, é possível encontrar relatos explicando a origem de tudo como um ato intencional criativo, muitas vezes destacando uma[s] figura[s] como o[s] originador[es] da vida.

As concepções criacionistas comumente não limitam a ação de um deus à criação do universo e da vida. O Deus judaico-cristão, interfere no destino do seu povo, enviando o dilúvio, conduzindo os casais de animais para a arca de Noé, mandando as pragas ao Egito, abrindo o Mar Vermelho, parando o Sol para Josué consolidar sua batalha, curando e até ressuscitando pessoas, transformando água em vinho, e mais uma infinidade de milagres.

O criacionismo, da forma em que este termo é utilizado nos dias de hoje, principalmente na imprensa, é um fenômeno tipicamente americano; refere-se principalmente ao protestantismo norte-americano, de origem sulista.

Outros grupos religiosos não chegam tão longe a ponto de negar a historicidade do texto bíblico, mas propõem que, os tais "seis dias" da criação poderiam representar, talvez, 6 eras geológicas, em vez de dias literais de 24h.

Mas os chamados fundamentalistas insistem em que esta interpretação é errada, e que o mundo realmente foi criado por volta do ano 4000 AC, como se deduz do relato bíblico, somando-se as idades dos patriarcas.

História[]

A história do criacionismo é parte da história das religiões, embora o termo seja moderno. Na década de 1920, o termo se tornou particularmente associado com o fundamentalisto cristão, movimento que insistiam em uma interpretação literal da Criação, de acordo com Gênesis e também opôs-se à idéia de Evolução. Estes grupos conseguiram banir o ensino da evolução nas escolas públicas dos Estados Unidos, em seguida, a partir de meados dos anos 1960 promoveram o ensino do "criacionismo científico" usando a "geologia" na classes de ciência das escolas públicas como suporte para uma leitura meramente literal do Gênesis.

Após o julgamento legal do caso Daniel versus Waters (1975) determinou-se que ensinar criacionismo nas escolas públicas violaria o princípio constitucional da separação da Igreja do Estado, mudou-se o conteúdo retirando referências bíblicas e o renomearam como ciência da criação. Quando o caso de tribunal Edwards v. Aguillard (1987) deliberou que a criação da ciência similarmente violaria a Constituição, todas as referências a "criação" nos livro de uma escola foram alterados para se referir ao Design inteligente, que alegou-se posteriormente ser uma nova teoria científica. Em novo julgamento (Kitzmiller v. Dover Área School District) proferiu-se um acórdão concluindo que o design inteligente não é ciência e contraria a restrição constitucional sobre ensino de Religião nas classes de ciência das escolas públicas.

"A Criação de Adão", de Michelangelo

Diversidade de conceitos[]

Em relação à controvérsia entre os que defendem a criação ou a evolução, o termo criacionismo é comumente usado para referir-se ao pensamento contrário aos que acreditam na evolução.

Essas crenças incluem correntes que aplicam o literalismo do livro do Gênesis, enquanto outras aceitam os achados geológicos, mas rejeitam a evolução. O termo evolução teísta foi cunhado para se referir às crenças na criação, que são mais compatíveis com a perspectiva de evolução científica e à idade da Terra.

O Criacionismo no mundo ocidental é geralmente baseado na criação, de acordo com Gênesis, e no seu sentido lato, abrange um amplo leque de crenças e interpretações. Através do século 19, foi o termo mais comumente relacionado a teorias como a "criação direta de cada uma das almas", em contraste com o traducianismo. No entanto, por volta de 1929 nos Estados Unidos, o termo se tornou particularmente associado com o cristianismo fundamentalista em oposição à evolução humana. Vários Estados americanos criaram leis contra o ensino da evolução em escolas públicas, conforme defendido no âmbito de testes. A evolução foi omitida inteiramente de manuais escolares, em grande parte dos Estados Unidos até a década de 1960. Desde então, renovaram-se os esforços para introduzir o ensino do criacionismo nas escolas públicas americanas sob a forma de geologia ou ciência, têm consistentemente sido realizada para contrariar a separação constitucional da Igreja e do Estado por uma sucessão de decisões judiciais. O significado do termo criacionismo foi contestado, mas na década de 1980 por ter sido co-optado pelos defensores da ciência da criação e outros.

Quando a investigação científica produz conclusões que contradizem uma interpretação criacionista da escritura, a estrita abordagem criacionista chega a rejeitar as conclusões da investigação e seus subjacentes, as teorias científicas, ou a sua metodologia. A mais notável das disputas é a preocupação dos efeitos da evolução sobre o desenvolvimento dos organismos vivos, a idéia de ascendência comum, a história geológica da Terra, a formação do sistema solar e a origem do universo.

O criacionismo, como idéia geral, se caracteriza pela oposição, em diferentes graus, às teorias científicas sobre fenômenos relacionados à origem do universo, da vida e da evolução das espécies.

No entanto, deve ser feita a distinção entre ser rotulado como "criacionista" e "acreditar em criação divina" simplesmente: existem até mesmo aqueles que aceitam as teorias evolucionistas ao mesmo tempo em que acreditam que estas descrevam o método com que seu deus tenha criado todas as coisas, estes não são chamados de "criacionistas", mas de "evolucionistas teístas".

Alguns chamam essa posição de criacionismo evolucionista, ou evolucionismo criacionista, e esse vertente -o crido pelos católicos- é capaz de conviver plenamente com os conceitos centrais de ambas as visões.

Há, dentre os criacionistas cristãos, os que apoiam radicalmente a idéia da criação em sete dias literais, questionando as evidências arqueológicas, físicas e químicas contrárias. Se rotularam "os criacionistas da Terra Jovem".

Outros aceitam a idade da Terra, ou até mesmo do universo defendida pela ciência, mas mantendo ainda posições conflitantes com a biologia evolucionista. São apelidados "criacionistas da Terra Antiga". Já o "evolucionismo criacionista", já citado, defende a idéia que a Bíblia ou outros livros considerados sagrados dão margem a uma mistura da evolução, Origem da Vida e criação, dizendo que Deus deu origem à vida, mas permitiu que esta evoluísse.

A Bíblia faz menção de seis dias criativos e um sétimo dia não terminado. Os crentes na criação, mas, que apoiam a ideía da "Terra Antiga" entendem que isto dá margem para dizer que a expressão 'dias' envolve milhares ou até mesmo bilhões de anos, tornando compatível a idéia da criação com a Geologia moderna.

Existe uma ínfima minoria que vão mais longe e são geocentristas e/ou defensores da Terra plana.

Os criacionistas trabalham basicamente em argumentos para tentar refutar evidências evolucionistas acreditam ter. Entre os diversos grupos criacionistas há:

  • Neocriacionismo - Também chamado de planejamento inteligente, corrente surgida por volta de 1920 nos EUA, defende a idéia de que houve influência de uma entidade inteligente na criação dos seres vivos. Grupos religiosos desta corrente têm lutado para incluir este ensino nas escolas em pé de igualdade com o ensino da evolução. Os evolucionistas a consideram apenas o criacionismo clássico travestido de pseudociência para poder ser ensinado nas escolas, assim foi considerado em decisão judicial pelo juiz John Jones, que proibiu seu ensino em escolas públicas (Juiz dos EUA proíbe 'desenho inteligente' em escola pública - www.bbc.co.uk).
  • Criacionismo Clássico - Quanto à difusão do criacionismo clássico, segundo uma pesquisa do Instituto Gallup veiculada pela Folha (ver link Design Ontológico abaixo), 90% dos norte-americanos acreditam em um Deus criador, sendo que 45% acham que a criação ocorreu exatamente como o livro do Gênesis descreve. A pesquisa mostra que entre os membros da Academia Nacional de Ciências americana, 10% expressam crença num deus, o que não significa necessariamente que sejam criacionistas. A maioria, são evolucionistas teístas, como Francis Collins, que deixa claro seu repúdio tanto ao criacionismo quanto ao design inteligente em seu livro "The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief" (publicado em Julho de 2006). Várias religiões possuem diferentes visões do criacionismo, como o cristão, muçulmano, hindu, etc.

Argumentos neocriacionistas[]

Apesar da predominância de correntes evolucionistas nos meios acadêmicos, alguns cientistas tornaram-se notados por defenderem o criacionismo clássico, que envolve a crença num criador. Os argumentos de pessoas pertencentes a comunidade científica em favor do criacionismo apontam para a organização e exactidão das leis naturais. Esta visão dá uma imagem que se parece com aquela proposta por Isaac Newton, ao comparar o mundo a um mecanismo que evidencia um projecto inteligente e sobrenatural. As novas tendências científicas têm, contudo, levado a uma diferente visão do universo, menos determinista e mecanicista. É comum dar como exemplo a distância propícia entre o Sol e a Terra, que permite temperaturas amenas que possibilitam a continuidade da vida - é interessante verificar que este mesmo argumento é utilizado pelos evolucionistas para referir o carácter excepcional da posição da Terra, não para uma suposta "continuidade" (palavra que implica a ideia de um projecto ou um plano para a Criação), mas para a sua emergência e evolução.

Indivíduos teístas, que aceitam as hipóteses científicas podem ver nas características e regularidades da natureza (como a regularidade verificada nos elementos químicos na tabela periódica ou o facto de os acontecimentos físicos obedecerem a leis que podem ser expressas em equações matemáticas "exactas"), base para se pressupor uma ordem, são citados e interpretados como prova da existência de um legislador que legisla e faz cumprir essas leis. Por essas mesmas leis, o universo teria vindo a existir, e teria se desenrolado sua história, sendo parte dela a origem e a evolução da vida na Terra. Criacionistas, no entanto, não acreditam que o universo e suas partes tenham sido criados segundo essas leis, mas que tudo foi criado do nada (ou "ex nihilo", termo em latim mais sofisticado) e só então essas leis passaram a vigorar.

Existem argumentos criacionistas contra a Paleontologia, Geologia e Sistemática. Entretanto, estes argumentos não levam em conta a metodologia utilizadas por estas disciplinas que são os métodos estatísticos e computacionais [1] da Cladística, como a Máxima Parcimônia [2] e o Bootstraping [3], utilizados pelos sistematas. Também não existem argumentos consistentes contra os métodos de datação radiométrica [4] de fósseis e rochas utilizados pelos geólogos e paleontólogos.

Criacionistas questionam também experiências, relacionadas à demonstração da seleção natural, como aquela relativa às mariposas cujas cores foram influenciadas pelas mudanças advindas da Revolução Industrial. Nesse caso especificamente, apontam falhas irrisórias na metodologia como confirmação de que não existiria seleção natural.

Criacionistas costumam focar os seus argumentos contra o estudo científico da origem da vida ou abiogênese.

Em um artigo do prestigiado periódico Biology & Philosophy [5], Richard Carrier demonstrou que todos os argumentos criacionistas contra a abiogênese recaem em seis classes de erros:

  • 1.Fontes obsoletas
  • 2.Omissão de contexto
  • 3.Uso incorreto da matemática (bad math)
  • 4.Falácia da confusão dos jogadores com o vencedor
  • 5.Estimativa tendenciosa do tamanho do protobionte (begging the size of the protobiont)
  • 6.Confusão de características desenvolvidas ao longo da evolução com estruturas espontâneas. (confusing evolved for spontaneous features)

É importante salientar que existem vários outros artigos criticando os argumentos criacionistas acerca da abiogênese [6].

A afirmação de que nenhuma vida pode surgir de não-vida foi recentemente desafiada a partir de experimentos onde um vírus é sintetizado em laboratório [7], mas a questão de se um vírus pode ou não ser considerado um ser vivo nunca foi um consenso entre cientistas. Outra questão levantada pelos criacionistas é que esse tipo de experimento na verdade comprovaria a necessidade de uma inteligência e intencionalidade por trás do processo. No entanto, é imprescindível lembrar-se que experimentos laboratoriais são fundamentalmente diferentes de processos de simples montagem intencional, pois na realidade visam reproduzir as situações em que um fenômeno ocorreria naturalmente, espontaneamente.

Toda a argumentação criacionista quanto ao desconhecimento sobre como a vida teria se originado naturalmente, não raramente tenta levar a crer que, sem essa resposta, todas as demais áreas da ciência às quais se opõem, em especial a evolução biológica, desmoronam como conseqüência. Essa é uma falácia non sequitur - a conclusão não decorre das premissas - pois as evidências das diversas áreas que compõem o evolucionismo, não são totalmente dependentes umas das outras, e dessa forma, é possível ainda se estabelecer os laços de parentesco entre todos os organismos, mesmo sem saber de onde teria vindo o ancestral comum de todos eles.

Argumentos contra o Criacionismo[]

Durante mais de trinta séculos, a crença criacionista perdurou como uma verdade absoluta em diversas partes do mundo, interpretada literalmente da forma como está escrita nos textos sagrados das diversas literaturas religiosas, não dando chance a qualquer opinião discordante, menor por imposição das autoridades da época e mais por uma ausência de necessidade prática de um maior questionamento.

Somente nos últimos dois séculos, com a valorização do direito do homem à liberdade de pensamento, uma série de argumentos foram levantados contra esse predomínio eminentemente religioso. A interpretação criacionista literal perdeu sua unidade, sendo questionada com maior profundidade.

De acordo com praticamente todos os cientistas, todas as ramificações do criacionismo ferem importantes princípios filosóficos da ciência. Para os que pensam dessa forma, os principais argumentos comparativos propostos são:

  1. O Criacionismo não pode ser considerado como uma ciência, nem sequer uma teoria. Uma teoria requer análises, estudos, testes, experiências, modificações e, finalmente, adequações. Uma teoria evolui com o decorrer do tempo, à medida que o ser humano amplia seus conhecimentos e suas descobertas. Naturalmente, a Ciência, no sentido usado nesse contexto, não pode nem afirmar nem negar que o Criacionismo seja verdadeiro - é não-falseável e portanto não científico;
  2. A Evolução é uma estrutura teórica bem definida, que embasa a Cladística, a Biologia do Desenvolvimento, a Paleontologia, a Genética de Populações e todas as demais áreas da Biologia; ao passo que, o Criacionismo é constituído de uma multiplicidade de superstições, sem unidade, criadas pelas centenas de religiões e mitos hoje existentes ou que já existiram outrora.
  3. A Evolução é uma teoria fundamentada em achados fósseis concretos e em experimentos realizados, enquanto que o Criacionismo é abstrato, indemonstrável e desprovido de bases científicas;
  4. Os argumentos neocriacionistas, que utilizam recentes descobertas da ciência, de uma forma geral, são falácias que poderiam provar a veracidade de qualquer crença, seja ela judaico-cristã, muçulmana, hinduísta, umbandista, pagã, animista ou de qualquer outra mitologia;
  5. O Evolucionismo esforça-se em buscar explicações para os eventos da natureza; enquanto que o Criacionismo esforça-se em adaptar os eventos da natureza à sua visão de mundo.
  6. O criacionismo não possui bases cientificas, portanto é certamente uma visão de mundo, não podendo se apresentar como ciência, pois não tem indicios para tal e não é comprovada cientificamente.

Não sendo o "Design Inteligente"(ou qualquer outra forma de criacionismo) científico, não existem debates científicos entre ele e a Evolução. A Teoria da Evolução é suportada por muitas evidências e é aceita por virtualmente todos os cientistas do mundo, enquanto o criacionismo não possuí evidências, apenas escrituras antigas. Trata-se de uma discussão entre conhecimento científico e crenças religiosas, portanto.

Quanto aos cientistas que acreditam no criacionismo, eles representam, segundo a revista Newsweek, apenas 0,15% de todos os cientistas da vida (biólogos) e da Terra (Geólogos) com alguma crendencial acadêmica respeitável nos EUA (Newsweek magazine, 1987-JUN-29, Page 23). São 700 entre os 480.000. Uma pesquisa da Organização Gallup (Many Scientists See God's Hand in Evolution by Larry Witham - www.ncseweb.org) chegou à conclusão de que 5% dos cientistas americanos acredita no criacionismo da Terra Jovem, 40% acredita que nós humanos evoluímos de outras formas de vida em um processo evolutivo de milhões de anos, mas que deus guiou o processo, e 55% acredita que nós evoluímos de outras formas de vida e que deus não teve participação nenhuma nesse processo.

Visões Criacionistas[]

As visões criacionistas nasceram a partir da experiência humana primitiva e tinham como objetivo responder às indagações do homem sobre a origem do universo – um tema sempre presente no espírito humano em todas as épocas e em todas as civilizações. Assim, na tentativa de explicar a essência de todas as coisas e estabelecer um elo entre o compreensível e o incompreensível, entre o físico e o metafísico, uma quantidade infindável de respostas foram elaboradas pelo que uns dizem ser a imaginação humana e outros dizem ser a própria vontade de suas divindades, transcritas nos textos e nos ritos sagrados de várias culturas. Exemplificando, descreveremos a seguir alguns das principais visões criacionistas que tratam da origem do universo.

  • Na tradição judaico-cristã, um ser único e absoluto, denominado Javé ou Jeová, perfeito, incriado, que existe por si só e não depende da existência do universo, é o elemento central da estrutura criacionista. Exercendo seu infinito poder criativo, Ele criou o universo em seis dias e no sétimo, descansou. Sempre através de palavras, no primeiro dia, Ele fez a luz e separou o dia da noite; no segundo dia, Ele criou o céu; no terceiro dia, a terra e o mar, as árvores e as plantas; no quarto dia, o sol, a lua e as estrelas; no quinto dia, os peixes e as aves; e no sexto dia, Ele criou os animais e por fim, Ele fez o homem à sua imagem e também a mulher.
Para muitos cristãos, e judeus, os sete dias da criação do mundo, de que fala a Bíblia, não devem ser entendidos literalmente, representado uma forma de explicar a criação do Universo . Algumas correntes, denominadas "fundamentalistas", originárias em certas regiões dos EUA, acreditam em uma leitura literal da Bíblia. Os católicos acreditam que a explicação da "feitura do universo" fala por si só, pois como é evidente, Deus não precisa se explicar. Ainda segundo outras doutrinas católica, essa parte do Gênesis teria a função de ensinar à humanidade que temos que descansar.
  • Na mitologia de Iorubá, o processo de criação envolve várias divindades. Uma das versões dessa mitologia diz que Olorum – Senhor Deus Universal – criou primeiramente todos os Orixás (divindades) para habitar Orun (o Céu, mundo espiritual), com o objetivo de usá-los como auxiliares para executar todas as tarefas que estariam relacionadas com a própria criação e o posterior governo do mundo. Então, Olorum encarregou Obatalá de criar o mundo; mas este, com pressa, não rendeu a Bará os tributos devidos e, durante sua caminhada parou para beber vinho de palmeira e, embriagando-se, adormece. Oduduá, a divina Senhora, foi ao encontro de Obatalá e ao vê-lo adormecido, pegou os elementos da criação e começou a formação física da terra. Ela mandou que cinco galinhas d’angola começassem a ciscar a terra, espalhando-a, dando assim origem aos continentes. Oduduá soltou então os pombos brancos - símbolo de Oxalá – e assim nasceram os céus. De um camaleão fez surgir o fogo e com caracóis, Ela criou o mar.
  • Na mitologia chinesa, P’an Ku, o Deus-Absoluto, nasce a partir de um Ovo Primordial e o processo de criação se concretiza com um sacrifício divino. P’an Ku morre dando então origem à vida: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento, e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras, de seu sangue, os rios e os oceanos; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz em trovão; seu olho direito se transformou na lua, seu olho esquerdo, no sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade.
  • Na mitologia grega, o princípio de todas as coisas está associado a um Caos Primordial, num tempo em que a ordem não tinha sido ainda imposta aos elementos do mundo. Do Caos nasceu Gea (a Terra) e depois Eros (o Amor). Posteriormente, Caos engendrou o Érebo (as trevas infernais), o Dia, a Noite e o Éter. Gea engendrou o Céu, as Montanhas e o Mar. De Gea nasceu também os deuses, os Titãs, os Gigantes e as Ninfas dos bosques. Prometeu, filho do titã Jápeto, criou artesanalmente a raça humana – homens e mulheres – moldando-os com argila e água. E então Atena, deusa da sabedoria, ao ver essas criaturas insuflou em seu interior alma e vida.
  • Na religião hindu – hinduísmo – o tempo não é linear como nas mitologias anteriores. Aqui, o tempo tem uma natureza circular, pois a criação e a evolução é repetida eternamente, em ciclos de renovação e destruição simbolizados pela dança rítmica do deus Shiva. “Na noite do Brahma – essência de todas as coisas – a natureza é inerte e não pode se mover até que Shiva assim o deseje. Shiva desperta de seu sono profundo e, através de sua dança faz aparecer a matéria à sua volta. Dançando, Shiva sustenta seus infinitos fenômenos e, quando o tempo se esgota, ainda dançando, Ele destrói todas as formas por meio do fogo e se põe de novo a descansar”.

Carácter teórico[]

Note-se que esta questão envolve várias questões de ordem filosófica e epistemológica. Se olharmos para a Ciência como um sistema teórico em constante mutação e que não pressupõe verdades absolutas que não possam ser refutadas experimentalmente, as críticas de ambos os lados da barricada centram-se no mesmo problema: a dogmatização das teorias científicas. Os evolucionistas acusam os criacionistas de transporem para a Ciência as suas crenças pessoais e de misturarem fé com realidade observável. Os criacionistas acusam os evolucionistas de fazerem exactamente o mesmo ao imporem a sua visão das coisas, tentando demonstrar que a teoria não assenta em bases sólidas que justifiquem encarar a evolução como um facto, independentemente da forma como esta se processou ou não. Estas críticas levaram a crescentes controvérsias, nos EUA principalmente, sobre o ensino da evolução nas escolas e universidades. Apesar das Provas da Teoria de Oparin, por exemplo, os criacionistas mantêm a polémica.

As áreas da ciência definidas pelos criacionistas como "evolucionismo" contém teorias construídas a partir dos pressupostos do paradigma científico atual, com o intuito de explicar os achados da paleontologia e outros dados científicos presentes nos organismos (como órgãos vestigiais, entre outros). Sempre que novos dados refutam as teorias propostas, lançam-se novas hipóteses, ou corrige-se a teoria. Note-se contudo que é assim mesmo que a ciência evolui ela mesma - pela constante retificação de teorias e pela constante experimentação, não com o objetivo de assegurar a teoria mas de procurar onde estão as falhas, para que estas possam ser corrigidas e expostas de forma mais aproximada da realidade. Os criacionismos propõem uma "explicação" sobrenatural para as observações naturais, o que não passível de ser refutado experimentalmente. Os criacionistas, ao partirem do pressuposto de que houve um criador ou criadores, interpretam os dados científicos para justificarem a sua crença.

Outros observam que os criacionismos e a ciência convencional olham o mesmo fenômeno, a vida, com lentes diferentes. Ao passo que as áreas da ciência que compõem o evolucionismo procuram olhar para o passado e para o registro fóssil em busca de evidências que expliquem como ocorreu a evolução, os criacionistas olham para o presente e questionam as evidências da história natural, mas não o fundamentalismo de suas crenças religiosas. Os evolucionistas estão preocupados em saber como a vida se desenvolveu, os mecanismos materiais, enquanto os criacionistas procuram saber o motivo e o objetivo da vida e crêem que a atribuição disso à mecanismos físicos implica que tudo seja fruto do acaso, não de seu deus.

Tipos de criacionismo[]

  • Criacionismo do Início da Terra
  • Criacionismo aberto
  • Criacionismo progressivo
  • Design inteligente
  • Evolução teísta
  • Neo-criacionismo
  • Geocentrismo moderno
  • Hipótese de Omphalos

Veja também[]

Ligações externas[]

Criacionistas:

Evolucionistas:

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