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Hebreu (do hebraico עברים, i.e. descendentes de Éber) é o nome do povo que viveu na região do Oriente Médio cerca do segundo milênio a.C., e que daria origem aos povos semitas como os judeus e os árabes, ainda que posteriormente o nome fosse associado apenas aos judeus.

A origem[editar | editar código-fonte]

Após sua saída de Ur, na Mesopotâmia, em direção à Palestina (estreita faixa de terra cercada pela Fenícia, atual Líbano), os hebreus dividiram-se em tribos formadas por clãs patriarcais que cultuavam a um único Deus (monoteismo), acreditando ser seu povo eleito, onde Deus escolheria determinados membros do grupo para que estes fizessem com que os planos divinos fossem cumpridos. Os clãs eram construídos pelo patriarca e pelos seus filhos e servos; praticavam uma economia baseada no pastoreio, que evoluiu para a agricultura graças à fertilidade das terras do norte e das zonas montanhosas do sul da Palestina. Os hebreus permaneceram por três séculos na Palestina, até a ocorrência de uma violenta seca que abalou a região. Algumas tribos, sob a liderança de Jacó, migraram para o Egito e lá ficaram por quatrocentos anos, período que coincidiu com a dominação dos hicsos, que cooperaram com os hebreus. Quando os hicsos foram expulsos os hebreus passaram a sofrer perseguições e foram condenados a pagar altos impostos e até mesmo foram transformados em escravos. Essa opressão só terminou com o aparecimento de Moisés que liderou o povo hebreu na marcha em direção a Canaã (a Terra Prometida). Esse episódio ficou conhecido como Êxodo. Moisés, de acordo com a bíblia, recebeu de Jeová, no Monte Sinai, os Dez Mandamentos que continha princípios éticos, morais e religiosos que deveriam orientar a conduta do povo hebreu e, principalmente, reforçar a crença em um só Deus. Moisés e o povo hebreu permaneceram por quarenta anos no deserto do Sinai. As dificuldades encontradas na caminhada do retorno a Terra Prometida foram acompanhadas, em vários momentos, do retorno a idolatria e ao politeísmo, obrigando Moisés a reforçar cada vez mais sua autoridade. Entretanto, Moisés morreu antes da chegada à Palestina.

O sucessor de Moisés fora Josué, que acabou por concluir a longa jornada a Palestina. Porém a terra já estava ocupada por outros povos como cananeus e filisteus. Seria necessário, então, lutar para reconquistar Canaã. Como os patriarcas eram líderes religiosos e não guerreiros, eles deram lugar aos juízes, chefes militares que passariam a comandar os hebreus na luta pela terra. Mais tarde, para unir mais o povo e centralizar os poderes religiosos, políticos e militares, foi fundada a monarquia. Saul, o primeiro rei hebreu, suicidou-se após uma humilhante derrota, sucedeu-lhe então Davi, que havia matado o gigante Golias com uma pedrada. Em 966 a.C., Davi morreu e em seu lugar foi coroado Salomão. Nesse momento os hebreus já possuíam um exercito, uma administração e um governo centralizado. Tudo isso favoreceu Salomão mas o alto custo do padrão de vida da corte real obrigava o povo a pagar altos impostos, isso gerava descontentamento. Com a morte de Salomão ocorreu a Cisma – divisão da monarquia em dois reinos: o de Israel, ao norte formado por dez tribos e cuja capital era Samaria e o de Judá, ao sul constituído por duas tribos e com Jerusalém como capital. Em 721 a.C. o reino de Israel foi conquistado pelos assírios e aproximadamente duzentos anos depois o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, com isso os hebreus viraram escravos – esse evento ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia

A Diáspora[editar | editar código-fonte]

O Cativeiro da Babilônia acabou em 539 a.C. quando Ciro, imperador persa conquistou a Babilônia e libertou os judeus, que retornaram a Palestina e reconstruíram o templo de Jerusalém – que havia sido destruído por Nabucodonosor, em 332 a.C. os persas foram derrotados por Alexandre Magno, e os macedônios passaram a dominar a Palestina, seguido pelo domínio romano em 63 a.C. Após a contenção da revolta judaica iniciada em meados da década de 60 d.C. e a destruição de Jerusalém em 70 d.C., os judeus se dispersaram pelo mundo - foi a Diáspora.

O Retorno[editar | editar código-fonte]

No século XIX, o movimento sionista, organizado por Theodor Herzl, passou a ocupar terras na Palestina e com o apoio da Inglaterra, interessada em pender o equilíbrio político e econômico para seus interesses. Dessa forma, a presença judaica passou, aos poucos, a superar a de palestinos, descendentes dos antigos filisteus. Em 1948, a Assembléia Geral da ONU, sob impacto do holocausto criou o Estado de Israel, e propôs também a criação do Estado Palestino, que não foi aceita pelos mesmos. Assim, o povo hebreu, agora conhecido como judeu, está de volta à Terra Prometida. Enquanto isso os palestinos lutam pela criação de um Estado Palestino, incluindo Jerusalém, se utilizando inúmeras vezes de atentados terroristas contra Israel ( cujo estado não é reconhecido por eles). E essa velha guerra continua até hoje e parece que ainda vai se arrastar por um bom tempo.

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