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Sérgio III foi Papa no início do século X. Era Romano e foi eleito em 29 de Janeiro de 904. Opositor do Papa Formoso, anulou os decretos e ordenações deste. É um dos papas do período chamado de pornocracia. Reivindicou e defendeu os direitos da Igreja contra os senhores feudais, numa época de constante violência designada como século de ferro.

Mandou reconstruir a Basílica de São João de Latrão, destruída por um sismo em 896. É o primeiro Papa a ser retratado com a Tiara papal. Morreu em 14 de Abril de 911.

Seus dois predecessores imediatos foram estrangulados na prisão em Roma. Ele foi apoiado pela família Teofilacto, tendo ele, supostamente, um filho (mais tarde o Papa João XI), por meio de uma filha desta família, Marósia.

Sérgio III foi Papa no início do século X. Era Romano e foi eleito em 29 de Janeiro de 904. Opositor do Papa Formoso, anulou os decretos e ordenações deste. É um dos papas do período chamado de pornocracia. Reivindicou e defendeu os direitos da Igreja contra os senhores feudais, numa época de constante violência designada como século de ferro. Sérgio, Antigo amigo do desenquadrado Esteban VI, Sergio era de sua mesma estirpe. Assassino de seus predecessores, inaugurou um período do papado ao que o cardeal César Baronio designaria, a princípios do século XVIII, com o famoso nome de «pornocracia». Foram mulheres as que governaram em Roma, e as papas não foram mais que brinquedos de suas ambições políticas e de suas paixões pessoais.

Sergio, conde do Túsculo, era bispo do Cere. Tinha sido eleito papa no 897 pela primeira vez pelos inimigos do defunto Formoso, mas Lamberto do Espoleto lhe forçou a ceder a sede pontifícia ao Juan IX. Após, retirado nos domínios do margrave Adalberto da Toscana, Sergio esperava sua hora para voltar a sentar-se no trono papal.

Um membro de sua família, um tal Teofilácto, proposto-se impor-se à nobreza romana. Simples juiz no ano 901, se autoadjudicó os títulos de cônsul, duque e senador do povo romano. Em realidade, era sua esposa, Teodora a Maior, e suas duas filhas, Teodora a Jovem e Marozia, tão libertinas como ambiciosas, as que o controlavam tudo. Em janeiro do ano 904 Teodora jogou a vaza do Sergio. Este retornou a Roma, apoderou-se do papa Cristóbal e o encerrou junto ao desafortunado Leão V. Uma vez reeleito, Sergio III instruiu um processo formal -uma farsa mas bem- contra seus dois predecessores, Leão e Cristóbal, e os fez degolar. Continuando, certamente obcecado pelo acontecido com o Formoso, Sergio e seus blocos proclamaram uma vez mais a invalidez de todas as ordenações conferidas por aquele Pontífice.

Durante os sete anos que ocupou a sede do Pedro, Sergio III se rendeu dócimente aos caprichos da Teodora e, sobre tudo, aos de sua filha menor, Marozia. Esta se tinha casado no 905 com o Alberico do Espoleto, mas isso não foi obstáculo para que fora muitos anos amante do papa, e que lhe desse um filho, o futuro papa Juan XI, ao que sua própria mãe mandaria encarcerar acontecido o tempo. (Há bases documentários em que apoiar esta escandalosa trama, mas também há razões sólidas para deduzir que foi conseqüência de uma calúnia logo convertida em lenda.)

As únicas relações que teve Sergio III com o Bizancio foram para autorizar ao imperador Leão VI que se casasse pela quarta vez. Tanto o direito civil como o direito eclesiástico proibiam já um terceiro matrimônio. Também o patriarca de Constantinopla se havia oposto ao imperador quando este quis casar-se, em quartas núpcias, com o Zoé Carbonopsina a fim de legitimar a seu filho, herdeiro do trono.

O imperador pensou que naquela ocasião não seria o papa tão meticulosa e inflexível e, por uma vez, utilizou contra o patriarca de Constantinopla as pretensões do bispo de Roma ao primado universal. O patriarca, escandalizado pela atitude do Sergio, apagou-lhe dos Dípticos, listas oficiais nas que figuravam os nomes de bispos e patriarcas, o que equivalia a lhe excomungar. E é óbvio que o prestígio do papado não saiu fortalecido daquele episódio. Tão é assim quando os bispos franceses pressionaram ao Sergio III para que saísse ao passo do erro doutrina do Focio sobre o Espírito Santo, o papa não encontrou eco algum no Oriente.

O único rastro claramente positivo do passo do Sergio III pela sede de São Pedro foi a reconstrução da basílica do Letrán, destruída no 897 por um tremor de terra. Esta pobre papa morreu em 14 de abril do ano 911. Teofilacto se nomeou a si mesmo príncipe, senador e cônsul de Roma, e senadoras a Teodora e Marozia. Tudas as papas daquele período foram brinquedos em mãos das facções feudais. A única obra memorável do Sergio foi a construção da Basílica Lateranense, destruída por um terremoto durante o "processo do cadáver".

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