Teologia dialética (ou teologia da crise ou, ainda, teologia da Palavra) foi um movimento teológico que floresceu na Europa (particularmente na Alemanha) da década de 1920.

Reagindo ao liberalismo teológico, a teologia dialética tem em Karl Barth o seu nome principal. Além dele, outros teólogos tornaram-se conhecidos, como Emil Brunner, Friedrich Gogarten, Eduard Thurneysen e Rudolf Bultmann, por exemplo.

De uma forma geral, a teologia dialética tem duas características básicas que a definem como tal. Em primeiro lugar, afirma-se que a própria revelação tem estrutura dialética, "na medida em que mantém unidos elementos que se excluem reciprocamente: Deus e homem, eternidade e tempo, revelação e história"[1]. Segundo, os próprios enunciados teológicos devem seguir esta metodologia dialética, exprimindo tanto a posição quanto a negação. O grande exemplo desta metodologia continua sendo o primeiro livro de Karl Barth, intitulado A Carta aos Romanos.

A teologia dialética encontrou o seu fim com a extinção, em 1933, da revista que era a porta-voz de suas idéias, a Zwischen den Zeiten.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Gibellini, p. 23.


Referências[editar | editar código-fonte]

  • GIBELLINI, Rosino. A Teologia do Século XX. São Paulo: Loyola, 1998.


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