Textus Receptus (em latim "texto recebido") como se conhece a coleção de livros que formam o Novo Testamento bíblico, no idioma grego, preparada e impressa pela primeira vez sob a organização e supervisão do filósofo e humanista Erasmo de Roterdã.

Baseada nesta versão, inúmeras outras surgiram, sob os mais variados editores, e foram fontes para inúmeras traduções em outros idiomas.

Origem[editar | editar código-fonte]

Erasmo de Roterdã, um estudioso do grego, já há algum tempo vinha estudando o Novo Testamento e preparou um edição dele tendo como base os melhores manuscritos bizantinos que conseguiu reunir.

O TR foi editado por Erasmo em 1516, 1519 e 1522; depois por Estéfano em 1546; depois por Beza em 1598 e também pelos irmãos Elzevir em 1633.

Estas edições serviram de base a todas as Bíblias dos cristãos pós-reforma: a Bíblia de William Tyndale (1522) em inglês; a de Lutero (1525 e 1534) em alemão; a do Rei Tiago (King James Version, 1611) em inglês; e a de João Ferreira de Almeida (1681 e 1753) em português.

Nome[editar | editar código-fonte]

O nome "Textus Receptus" provém do prefácio da edição de 1633 (dos irmãos Bonnaventura e Abraão Elzevir) que diz: Textum ergo habes nunc ab omnibus receptum, in quo nihil immutatum aut corruptum damus (Tens, portanto, o texto agora recebido por todos, no qual nada oferecemos de alterado ou corrupto). As palavras "textum" e "receptum" foram utilizadas no caso nominativo para formar "Textus Receptus".

Com esta denominação também ficaram conhecidas as edições de Erasmo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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